Bancários de Pernambuco aderem à greve nacional

Com agência fechadas, serviços importantes estarão suspensos / Foto: arquivo ABr
Com agência fechadas, serviços importantes estarão suspensosFoto: arquivo ABr
Em assembleia na noite desta segunda-feira (29), na sede do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, em Santo Amaro, na área central do Recife, a categoria rejeitou mais uma proposta de reajuste salarial e aprovou para esta terça-feira (30) o início de greve por tempo indeterminado. A parada afeta os clientes dos bancos públicos e privados. Em Pernambuco, são mais de 12 mil funcionários que atuam em cerca de 600 agências bancárias. Segundo a classe trabalhadora, a greve é uma resposta para as instituições financeiras, que não atenderam nenhuma reivindicação da Campanha 2014.

Com a paralisação, os clientes não poderão acessar o interior das agências que estarão fechadas, com isso, serviços como debitar cheques, receber cartões, retirar empréstimos ficam suspensos. Poderão ser realizadas apenas tarefas oferecidas nos terminais de autoatendimento,como saques, pagamentos e transferências. De acordo com a presidente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Jaqueline Mello, as agências contarão apenas com a presença dos gerentes, que poderão resolver questões especiais.

Os bancários pernambucanos não são os únicos a cruzar os braços. Em todo País a categoria segue mobilizada. Os trabalhadores alegam que a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) tem feito propostas inaceitáveis e que não garantem nenhum aumento real. Até agora, foram oito rodadas de negociações desde a entrega da pauta, em 11 de agosto. A última paralisação nacional dos bancários ocorreu entre setembro e outubro do ano passado e durou mais de 20 dias.

Entre outras reivindicações, eles defendem um aumento de 12,5%, com ganho real de 5,8%. Para o cálculo da inflação foi utilizado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que acumulou alta de 6,35% no período de 12 meses encerrado em agosto. A data base dos bancários para renegociar os contratos coletivos de trabalho é 1º de setembro. No último sábado (27),  a federação ofereceu um reajuste de 7,35% nos salários, na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e nos valores dos vales e auxílios. Para o piso da categoria, o reajuste oferecido foi de 8%.

Nesta segunda-feira (29), O Procon orientou, em nota, os consumidores a continuarem pagando suas contas, o que pode ser feito pela internet, nos caixas eletrônicos, casas lotéricas, supermercados e agências dos Correios. A Fenaban ainda esclareceu que apenas 10% das operações bancárias são feitas por meio das agências.
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Assembleia nesta quinta-feira decide sobre greve por tempo indeterminado

O Sindicato realiza nesta quinta-feira, dia 25, assembleia com os bancários para deflagrar greve por tempo indeterminado a partir do dia 30.

 A assembleia é aberta a toda a categoria e será realizada às 19h, na sede da entidade (Av. Manoel Borba, 564, Boa Vista, Recife).

Depois de um mês e meio de negociações, os bancos apresentaram na semana passada um conjunto de proposta que não atende as reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários. Diante do impasse, os sindicatos convocaram a categoria para mais uma greve por tempo indeterminado.

A presidenta do Sindicato, Jaqueline Mello, explica que a greve foi convocada para o dia 30 para que os sindicatos possam cumprir à risca todos os trâmites para que a greve ocorra dentro da legalidade. “Já publicamos a convocação da assembleia em edital, na Folha de Pernambuco. Depois da assembleia, vamos publicar o aviso de greve e veicular nas rádios um comunicado à população informando sobre a paralisação dos bancários. Além disso, vamos contratar carros de som para circular pelas ruas do Recife anunciando para as pessoas que os bancos estarão fechados a partir do dia 30”, conta.

Segundo Jaqueline, o objetivo deste cuidado todo é cumprir as determinações previstas na Lei 7.783/89 (Lei de Greve) para evitar que a paralisação seja considerada abusiva ou ilegal pela Justiça. Segundo o artigo 13 da Lei, os sindicatos são “obrigados a comunicar a decisão aos empregadores e aos usuários com antecedência mínima de setenta e duas horas da paralisação”.

“Durante as mobilizações da Campanha Nacional, iniciadas no começo de agosto, o Sindicato distribuiu aos clientes folder para explicar as reivindicações dos bancários e o processo da Campanha Nacional. O objetivo é garantir o apoio dos clientes e usuários, como ocorreu nos últimos anos, para fortalecer o movimento dos bancários”, diz Jaqueline.

A Campanha – O Comando Nacional dos Bancários e a federação dos bancos (Fenaban) já realizaram sete rodadas de negociação. Na semana passada, os representantes das instituições financeiras apresentaram um conjunto de propostas para as reivindicações da Campanha 2014.

Entre os principais pontos estão o reajuste de 7% (0,61% de aumento real) no salário, na PLR e nos auxílios refeição, alimentação e creche, além de 7,5% no piso (1,08% acima da inflação). Também propuseram a garantia de emprego para as bancárias que engravidam no aviso prévio, a proibição de enviar mensagens aos celulares particulares dos bancários e avanços nos direitos dos casais homoafetivos. 

“As propostas têm alguns avanços, mas queremos mais, muito mais, como diz o slogan da Campanha Nacional deste ano. Não dá para fechar um acordo sem contemplar a questão do emprego, das metas abusivas, da segurança. Os bancos podem melhorar a proposta esta semana, caso queiram evitar a greve. Nós sempre apostamos na mesa de negociações. Mas infelizmente, na última décadas, temos entrado em greve todos os anos por conta da intransigência dos bancos (mais aqui). Ao que parece, este ano não será diferente. Então, vamos construir uma grande greve e mostrar para os bancos que os bancários são de luta”, afirma Jaqueline.

Nova assembleia - Na véspera da greve, no dia 29, o Sindicato realiza outra assembleia para organizar o movimento, também às 19h, na sede do Sindicato.

>> Confira a cobertura completa da Campanha Nacional

Fonte: Seec PE
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INDEPENDÊNCIA OU COVARDIA?

Coluna Política da semana
Por Bruno Felipe


“Existem ‘n’ candidatos ao governo do Estado. Não me vejo representado por nenhum deles, mas, sabendo da influência que eu tenho nas pessoas que sempre acreditaram em mim, eu irei votar no Candidato A, pois, apesar de todas as discordâncias, é o melhor (ou “menos ruim”) entre os demais candidatos. Informo, ainda, que mesmo que o Candidato A vença, estarei seguro em fazer oposição ao seu governo”. Nas eleições atuais, assim como acontece em muitas outras, existem alguns nomes fortes da política pernambucana que resolveram adotar uma postura “independente”. Aí eu pergunto: o que isso significa? Vamos citar dois casos particulares.

                                                                                 
                                                                                    INDEPENDÊNCIA?

O primeiro é o da vereadora do Recife e candidata a Deputada Estadual Priscila Krause. Sempre bem votada nas eleições municipais, resolveu tentar novamente à Assembleia. Seu partido, o DEM, faz parte da Frente Popular, que tem como candidato ao Governo Paulo Câmara. O DEM entrou na Frente Popular para ganhar uma sobrevida. Se não tivesse nessa coligação, poderia passar as eleições sem eleger um deputado. A vereadora, porém, resolveu adotar o discurso da independência. Não apoia nenhum candidato ao Palácio. Como fica a situação daqueles que sempre a seguiram, votaram nela e nos candidatos que ela apoiava? Para tentar ser coerente, abriu mão do tempo no guia eleitoral de rádio e televisão. Independência?


COVARDIA?

O segundo caso é mais emblemático. É do Deputado Estadual e candidato a Deputado Federal Daniel Coelho (PSDB). Seu caso é bem semelhante ao de Priscila. Seu partido entrou na Frente Popular para tentar eleger mais deputados também. Porém, ele usa o tempo eleitoral dos proporcionais da coligação da qual seu partido faz parte. O caso dele é mais emblemático porque ele carrega consigo quase 250 mil votos dos recifenses que confiavam nele para ser Prefeito. E os que esperavam que ele se posicionasse? O próprio candidato do seu partido à presidência, Aécio Neves, disse, em entrevista, que um político tem que se posicionar, mesmo que vá para oposição depois. Qual é a dificuldade? Por que ele não faz isso? Covardia?


INDEPENDÊNCIA OU COVARDIA? 2

O que custaria aos dois candidatos dizer o texto do início desta coluna/post? Seriam mais coerentes. A impressão que fica é que eles querem “lavar as mãos” para o que de ruim possa a vir a acontecer. Isso não é independência. Isso é covardia. Isso é medo.

EXEMPLOS

Os deputados Terezinha Nunes (Estadual) e Bruno Araújo (Federal), ambos do PSDB, sempre fizeram oposição ao atual governo estadual. Esse ano, apesar do partido não ter candidato próprio, tiveram a coragem de apoiar o candidato que tem apoio do seu partido. Respeitaram seus eleitores. Simples.


FARINHA DO MESMO SACO

Tem pessoas do PSDB de Pernambuco que está apoiando o Senador Armando Monteiro (PTB), candidato ao Governo. Até aí seria algo normal. O que é anormal, entretanto, é que o principal aliado de Armando é o PT, que é inimigo número um do PSDB (e vice-versa). Ou seja, estão juntos no mesmo palanque. Como entender?


CRESCEU

Contrariando as minhas perspectivas, o candidato ao Senado Fernando Bezerra Coelho (PSB) cresceu bem e já encostou no seu adversário João Paulo (PT), segundo as pesquisas. Se assim continuar, a tendência é que ele ultrapasse o petista e seja eleito.


COINCIDÊNCIA?

Coincidência ou não, desde que Lula e Dilma vieram fazer campanha para Armando Monteiro no Estado, o senador só faz cair nas pesquisas. Isso significa que a força do ex-presidente está diminuindo e de Dilma também. A prova disso é que quem lidera a corrida presidencial por aqui é Marina Silva (PSB). Entretanto, o candidato do PTB insiste para que os dois voltem ao Estado. Eles voltarão. Resultado?


OBRIGADO
Bruno Felipe
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A Política e o Medo

A campanha do PT contra a candidatura de Marina Silva (PSB) já passou do limite de apenas “desconstrução de imagem” a baixaria.


Por
  


MEDO

“Medo. Substantivo masculino. Do latim, ‘metu’. 1 Perturbação resultante da ideia de um perigo real ou aparente ou da presença de alguma coisa estranha ou perigosa; pavor, susto, terror. 2 Apreensão. 3 Receio de ofender, de causar algum mal, de ser desagradável.” Desde a eleição que elegeu Fernando Collor presidente do Brasil, o medo está presente em todas as campanhas, principalmente nas presidenciais. Por que seria diferente em 2014? Todos lembram o que Collor fez contra o presidente Lula para se eleger presidente (menos eu. Não era nascido). O ex-presidente Lula sofreu com o discurso do medo. O PT esbravejava contra esse tipo de política. Até que em 2002, “a esperança venceu o medo”. Não teve Regina Duarte certa que fizesse Lula perder aquela eleição. É verdade que precisou de uma “carta aos brasileiros”, mas não importa. O baixo nível dos tucanos não foi suficiente para fazer com que Serra vencesse a disputa. Pensávamos que as próximas eleições não teriam mais esse tipo de discurso. Que as próximas eleições seria feitas com propostas e nada mais que propostas. Mera ilusão. Para não perder a “mamata”, o ser humano é capaz de tudo.

MEDO 2


A campanha do PT contra a candidatura de Marina Silva (PSB) já passou do limite de apenas “desconstrução de imagem”. A baixaria, com produção hollywoodiana, ultrapassou a barreira do aceitável. Acusar alguma pessoa de ser sustentada por banqueiros seria normal se fosse feito por um eleitor descrente com os políticos. Mas quando vem da presidente, aquela que nos representa, chega a ser ridículo e vergonhoso.

MEDO 3

O ex-presidente Lula deu total independência para Henrique Meirelles presidir o Banco Central. Qualquer sinal de interferência do então presidente, Meirelles ameaçava deixar o cargo. E assim funcionou muito bem. O mercado gostou e a economia brasileira teve seu melhor momento. Entretanto, quando outra candidata tem a mesma ideia isso não é bom. Ela é do mal. Quer tirar “comida dos pratos dos mais pobres”. É o diabo em pessoa. Medo.


ENGRAÇADO

Sobre o “medo 2”, a banqueira que ajuda na campanha de Marina já trabalhou para o PT. Neca Setubal também ajudou na campanha que elegeu Fernando Haddad prefeito de São Paulo. Mas, claro, em 2012, ela era boa. Agora, ela se converteu ao lado negro da força.

ENGRAÇADO 2

O PT leu e releu o programa de governo do PSB várias vezes para encontrar as incoerências do programa. Engraçado. Ler e reler os vários contratos suspeitos da Petrobras, que é bom, nada.

FOI BOM ENQUANTO DUROU

Ao PSDB, resta o mesmo destino do DEM: acabar. Não oficialmente, mas alguém se lembra de algum candidato competitivo do DEM? Aécio Neves, candidato tucano ao Planalto, definha. Está em humilhantes 15%. Nesse patamar, não conseguirá ser útil para nenhum candidato no segundo turno. Em alguns estados, ele tem desempenho igual aos dos nanicos. Em Pernambuco, por exemplo, tem míseros 2%.

Apesar da...

...alta rejeição que tinha, José Serra, candidato tucano ao Planalto em 2010, venceu em oito estados brasileiros. Entre eles, São Paulo e Rio Grande do Sul. Aécio, pelo que mostra as pesquisas, não conseguirá vencer nem em seu estado natal, Minas Gerais.

Apesar de...

...artificial, as trocas de farpas entre os três principais presidenciáveis movimenta a campanha desse ano. Um acusa o outro disso ou aquilo.  Até o Twitter virou um octógono para os candidatos. Marina Silva, com todas as suas incoerências, se transformou em principal alvo.

PERGUNTAR NÃO OFENDE

Aécio Neves anda dizendo que, se o ele não vencer a eleição, seu partido, PSDB, será oposição, mesmo se a vencedora for Marina. Como perguntar não ofende, eu pergunto: Caso Marina vença, o PSDB fará oposição ao lado do PT, seu maior inimigo?

SERVE PRA QUÊ?

Os candidatos nanicos como Eduardo Jorge (PV) e Levy Fidelix (PRTB) fazem a gente se divertir nos debates. Não são levados a sério e nem se levam a sério, acredito eu. Pastor Everaldo (PSC), não chega a tanto, mas vai seguindo o mesmo caminho. Contudo, tem candidata nanica que se acha especial, que é mais que todos os outros. A dona da verdade. De quem eu estou falando? Claro que é da insuportável Luciana Genro (PSOL). Nem seus correligionários a levam a sério, vide o senador Randolfe Rodrigues e Heloísa Helena. Tinha mais apreço pelo último candidato à presidência pelo PSOL, Plínio de Arruda Sampaio. Pelo menos ele era engraçado.


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Salário mínimo será de R$ 788,06 em 2015, diz ministra

O salário mínimo no Brasil será de R$ 788,06 no Brasil a partir de 2015, disse Miriam Belchior, ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão.
Por João Pedro Caleiro, Exame.comEla fez o anúncio depois de entregar para o presidente do Senado, Renan Calheiros, o Projeto de Lei Orçamentária (Ploa). O valor é uma estimativa e só será confirmado com a aprovação do projeto. 
Os 64 reais a mais em relação aos R$ 724 do salário mínimo atual representam um aumento nominal de 8,8%.
O cálculo é baseado na Lei 12.382, aprovada em 2011, que formaliza um acordo feito pelo ex-presidente Lula com centrais sindicais em 2007.
Ela determina que o aumento do salário mínimo deve incorporar o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes somado com a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias de baixa renda, nos doze meses anteriores ao reajuste.
O PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2013 e o INPC registrou alta de 6,3% até julho de 2014.
2015 é o último ano de vigência da lei, mas uma prorrogação até 2019 já está em tramitação no Senado.
Em abril, o PSDB e o Solidariedade entraram com um projeto na Câmara dos Deputados para estender a regra. A presidente Dilma Rousseff, do PT, Aécio Neves, do PSDB, e Eduardo Campos, do PSB, se comprometeram durante a campanha a manter a atual política de valorização.

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Ministros do STF aprovam aumento dos próprios salários para R$ 35,9 mil

Como se já não ganhassem mais que o merecido, agora os Ministros querem aumentar seus próprios salários apenas em 22%, só no Brasil mesmo.
Fonte: Estadão.com
Numa sessão administrativa sem transmissão pela TV Justiça, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovaram ontem (28) o envio para o Congresso Nacional de um projeto de lei propondo o reajuste dos próprios salários para R$ 35.919 a partir de janeiro de 2015. Hoje ganhando R$ 29.462,25 mensais, eles já têm garantida por meio de lei uma remuneração de R$ 30.935 para o próximo ano.
A diferença entre o rendimento atual e o futuro será de 22%. Como no Brasil o teto salarial do funcionalismo público é a remuneração dos ministros do STF, se a proposta for aprovada, haverá um efeito cascata, garantindo aumentos nos rendimentos de integrantes de toda a Magistratura e dos outros Poderes. Os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por exemplo, recebem salário correspondente a 95% da remuneração do STF.
Os demais magistrados do País recebem remuneração escalonada, de acordo com as categorias no judiciário, não podendo a diferença entre elas superar 10% ou ser inferior a 5%. Só no Supremo, a estimativa é de que o impacto anual do reajuste chegue a R$ 2.569.396,00. No Judiciário, o montante será de R$ R$ 646.341.314,00 por ano.
Assim que a sessão plenária de julgamentos de ontem terminou, foi encerrada a transmissão pela TV Justiça e os ministros passaram para a análise administrativa do envio do projeto de lei ao Congresso. De acordo com o presidente interino do STF, Ricardo Lewandowski, a proposta, aprovada em poucos minutos, recompõe perdas decorrentes da inflação do período de 2009 a 2014.
O STF já tinha garantido por meio de lei um aumento do salário para R$ 30.935 a partir de janeiro. Mas, agora, os ministros decidiram mandar um novo projeto pedindo um segundo aumento para 2015, para R$ 35.919. De acordo com informações do Supremo, a diferença, de 16,11% entre o salário que passaria a valer em 2015 e a proposta atual, refletiria as perdas inflacionárias calculadas com base no IPCA. A proposta que será enviada ao Congresso não foi divulgada pelo STF e, na sessão, os ministros não deram detalhes sobre o projeto.
De acordo com a assessoria de comunicação do tribunal, a divulgação do texto só ocorrerá após o projeto ser protocolado no Legislativo, o que deve ocorrer hoje. Uma mensagem também deverá ser enviada ao Executivo pedindo que o aumento seja levado em conta na proposta orçamentária. As sessões administrativas do STF costumavam ser realizadas na presidência da Corte, onde não são televisionadas. Como o gabinete da presidência está em reforma, no entanto, a reunião precisou ser feita no próprio plenário. De acordo com a assessoria do STF, não houve transmissão pela TV para não romper com a tradição.
No dia 7 de agosto, contudo, a sessão administrativa já presidida por Lewandowski que aprovou proposta de orçamento do Supremo foi realizada no plenário e transmitida pela TV Justiça. A aprovação do encaminhamento do projeto ocorreu na mesma semana em que a presidente Dilma Rousseff sancionou uma lei concedendo a integrantes do Ministério Público da União uma gratificação por acúmulo de ofício. Mas ela vetou um dispositivo que estendia à Magistratura federal o benefício, estimado em um terço do salário mensal.
Pela lei, os membros do MP têm o direito de receber gratificações quando acumulam funções por mais de três dias úteis. Entidades representativas de magistrados reagiram à decisão de Dilma. Em nota enviada aos veículos de comunicação, a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) afirmou que a “atitude reafirma a posição do governo de desprestígio e desvalorização da magistratura federal”.
Em 2010, o STF tentou aprovar uma espécie de gatilho para que o reajuste do salário dos ministros fosse automática com base na variação do IPCA. O projeto era encampado pelo então ministro Cezar Peluso e concedia autonomia para que o Judiciário aumentasse os próprios salários, mas não foi aprovado. No primeiro evento de que participou como presidente da Corte, há 15 dias, Lewandowski defendeu a melhor remuneração dos magistrados do País e saiu aplaudido por uma plateia de juízes.
Presidente interino do STF, Ricardo Lewandowski assumirá definitivamente o cargo no próximo dia 10. Ele sucederá Joaquim Barbosa, que pediu aposentadoria em julho. Ao contrário de Barbosa, Lewandowski tem bom relacionamento com as associações representativas de juízes.
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Veja Ibope para presidente por religião, renda, escolaridade, idade e região



Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (26) aponta a intenção de votos para presidente segundo a religião, renda familiar, escolaridade, faixa etária e região dos eleitores entrevistados.


G1.com por Rosanne D'Agostino
Intenção de votos por religião
Segundo a pesquisa, Marina Silva (PSB) apresenta seu melhor desempenho entre eleitores evangélicos, com 37% de intenções de voto, contra 27% de Dilma Rousseff (PT) e 17% de Aécio Neves (PSDB). Entre católicos, 39% votam em Dilma, 25% em Marina e 20% em Aécio. Do total de entrevistados, 63,2% são católicos e 21,8%, evangélicos.
Intenção de voto por renda
Entre os eleitores com renda familiar de mais de 5 salários mínimos, Aécio aparece com 32%, contra 28% de Marina e 26% de Dilma. A petista tem 46% entre a faixa de renda familiar até um salário mínimo, Marina tem 23% e Aécio, 11%.

Já Marina tem 33% de intenções de voto na faixa de eleitores com nível superior, contra 27% para Aécio e 24% para Dilma.
Intenção de voto por faixa etária

Marina tem 31% entre eleitores na faixa etária de 16 a 24 anos, empatada tecnicamente com Dilma, que tem 29%. Aécio tem 19%.
Marina tem 30% da intenção de votos no Sudeste, região onde apresenta seu maior índice. Aécio também tem maior pontuação no Sudeste, com 25%. Já Dilma alcança 46% no Nordeste.

Encomendada pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo", a pesquisa é a primeira do Ibope com Marina Silva como candidata do PSB. O Ibope ouviu 2.506 eleitores em 175 municípios entre os últimos sábado (23) e segunda-feira (25). O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00428/2014.
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Pouco dinheiro pra investir? Conheça por que o Tesouro Direto é a bola da vez

Com Selic de volta à casa dos dois dígitos, rentabilidade do Tesouro Direto deixou o investimento atrativo; mas é preciso ter cuidado com prazos e objetivos


, de Exame.comAdaptado por Simples finanças.
No ultimo dia 02 abril, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu aumentar pela nona vez seguida a taxa de juro básicos da economia, a Selic, que passou de 10,75% para 11% ao ano – uma alta de 0,25 ponto percentual, em linha com o consenso das apostas do mercado financeiro. 


Com a taxa básica de juros de na casa dos dois dígitos, o Tesouro Direto ficou ainda mais atrativo, oferecendo boas remunerações acima da inflação para curto, médio e longo prazo. O momento se tornou propício para quem deseja comprar títulos públicos, pois as taxas oferecidas pelas Notas do Tesouro Nacional-série B estão na casa de 6% acima da inflação, e as Letras Financeiras do Tesouro (LFT) vão se beneficiar dos juros altos.
O Tesouro Direto é bastante indicado para o pequeno investidor por ser um investimento rentável, seguro, barato e que requer aportes baixos. A plataforma online do Tesouro Nacional para a compra e venda de títulos públicos por pessoas físicas oferece títulos pós-fixados – atrelados à Selic –, pré-fixados – com uma taxa estabelecida na hora do investimento – e híbridos de pré e pós-fixados – com parte da remuneração pré-fixada e a outra parte atrelada à inflação.
Ocorre que todas as taxas dos títulos públicos – tanto as pré quanto as pós-fixadas – são afetadas pela taxa Selic. No caso das LFTs, que são pós-fixadas, quanto mais a taxa Selic sobe, maior a remuneração do investidor que as detém. No caso dos títulos que têm parte ou toda a remuneração pré-fixada, uma Selic maior se traduz em uma taxa pré-fixada maior no ato da compra.
Por exemplo, no início de novembro de 2012, quando a Selic tinha acabado de passar para sua mínima histórica de 7,25% ao ano, as Letras do Tesouro Nacional (LTN), que são pré-fixadas, pagavam entre 7% e 8% ao ano, dependendo do prazo. Hoje, quem comprar esses mesmos títulos vai receber em torno de 12% ao ano no vencimento.
O mesmo acontece com as NTN-Bs, que têm a vantagem de protegerem o dinheiro investido contra a inflação. Quem comprou um título desses no início de novembro do ano passado, por exemplo, vai receber um juro real (remuneração acima da inflação) entre 2% e 4% no vencimento, dependendo do prazo.
Já quem comprar um título desses agora vai receber em torno de 6% acima da inflação no vencimento. “É um juro real bastante elevado, em um cenário em que a inflação não deve ser muito baixa”, diz Arnaldo Curvello, diretor de gestão de recursos da Ativa Corretora.
os principais títulos do tesouro são:

• LTN - Letra do Tesouro Nacional - Título com rentabilidade definida (taxa prefixada) no momento da compra. O pagamento é único e feito na data de vencimento do título ou de seu resgate;

• LFT - Letra Financeira do Tesouro - Título com rentabilidade diária vinculada à taxa de juro básica da economia (taxa Selic, taxa média das operações diárias com títulos públicos registrados no sistema Selic). O pagamento é único e feito na data de vencimento do título ou de seu resgate;

• NTN-B - Nota do Tesouro Nacional, série B - Título com rentabilidade vinculada à variação do IPCA, acrescida de juros definidos no momento da compra. O pagamento de cupom de juros é realizado semestralmente e o valor do título é pago na data de seu vencimento ou de seu resgate;

• NTN-B Principal - Título com a rentabilidade vinculada à variação do IPCA, acrescida de juros definidos no momento da compra. O pagamento é único e feito na data de vencimento;

• NTN-F - Nota do Tesouro Nacional, série F - Título com rentabilidade prefixada, acrescida de juros definidos no momento da compra. O pagamento de cupom de juros é realizado semestralmente e o valor do título é pago na data de seu vencimento ou de seu resgate.

*Fonte: site do Tesouro Direto “

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