Medo do desemprego atinge maior nível desde 1999, aponta pesquisa

Índice de medo do Desemprego cresceu 5,4% na comparação com março. Pesquisa da CNI ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios.



Do G1, em São Paulo

O medo do brasileiro de perder o emprego atingiu em junho o maior patamar desde setembro de 1999, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (3) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O Índice de Medo do Desemprego passou de 98,8 pontos em março para 104,1 pontos em junho, o que representa crescimento de 5,4%.

"O índice se encontra no terceiro patamar mais alto de sua série histórica, superado apenas pelos valores mensurados em julho e setembro de 1999", destacou a CNI.
O novo crescimento do medo do desemprego ocorre após uma alta de 32,1% na pesquisa anterior, realizada em março, indicando que as expectativas da população em relação ao mercado de trabalho continuam se deteriorando.

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios entre 18 e 21 de junho de 2015.

Já o Índice de Satisfação com a Vida apresentou leve recuperação, passando de 94,7 pontos em março para 95,6 em junho, um crescimento de 1%. Segundo a CNI, esse crescimento não reverte a retração do indicador, que acumula queda de 7,3% em relação a junho de 2014.
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‘Juros do Brasil fazem agiota americano sentir vergonha’, diz NYT


Sucesso das lojas de penhores é sinal de que a orgia de endividamento dos consumidores do País está chegando ao limite

Do Estadão
Por Simples Finanças

Dan Horch
THE NEW YORK TIMES
A aposentada Carmelita Valente aguarda avaliação de suas jóias na agência de penhores da CEF: alternatica aos juros altos (NYT)
A aposentada Carmelita Valente aguarda avaliação de suas jóias na CEF: alternativa aos juros altos (NYT)
Os juros praticados no Brasil fariam um agiota americano sentir vergonha. Os cartões de crédito cobram mais de 240% ao ano. Empréstimos bancários ultrapassam os 100%. Para um número cada vez maior de consumidores que precisam de dinheiro, a loja de penhores é a melhor opção.
Quando a dona de casa Ângela Pereira, de São Paulo, precisou de dinheiro extra para comprar o material escolar da filha, ela penhorou uma corrente de ouro para receber R$ 530. Ajustando para a alta inflação do país, ela pagará juros de apenas cerca de 19%, um pouco mais do que o americano comum costuma pagar no cartão de crédito. ”É acessível e barato”, disse ela.
O crescente sucesso das lojas de penhores é o mais recente sinal de que a orgia de endividamento dos consumidores do país pode estar chegando ao limite.
O inchaço da classe média brasileira – e dos seus hábitos de consumo – ajudou a alimentar a economia em geral durante anos. Mas o crescimento está desacelerando, e os consumidores lutam para pagar suas contas.
A economia enfraquecida foi um ponto inflamável na recente eleição, vencida por pequena margem pela atual presidente Dilma Rousseff no segundo turno.
O banco central elevou os juros novamente, na tentativa de combater a inflação. Mas isso pode pesar no crescimento e complicar ainda mais o panorama do endividamento do consumidor.
Embora ainda representem uma parcela relativamente pequena do setor de crédito, as lojas de penhores têm prosperado, mesmo num momento em que outros tipos de empréstimo parecem pouco atrativos. Alguns brasileiros, mesmo aqueles firmemente instalados na classe média, estão usando as lojas de penhores para quitar as dívidas do cartão de crédito, cobrir despesas inesperadas ou simplesmente acessar uma linha de crédito mais barata.
O funcionário da CEF José Becker busca peças para devolver ao proprietário (Foto: NYT)
O funcionário da CEF José Becker busca peças para devolver ao proprietário (Foto: NYT)
Getúlio. Diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos, as lojas de penhores brasileiras são regulamentadas no nível nacional. Em vez de atuarem independentemente e definirem seus próprios juros e regras, as lojas de penhores são operadas pela Caixa Econômica Federal, de propriedade do governo.
A rigorosa supervisão é legado da presidência de Getúlio Vargas, que tomou o poder nos anos 1930 durante um golpe militar e demonstrava simpatia pelo fascismo europeu. Mas ele também apresentou reformas progressistas, incluindo a jornada de trabalho de 8 horas diárias. Como parte de sua tentativa de baixar os juros, ele aboliu as lojas de penhores particulares em 1934, conferindo o monopólio do setor à Caixa.
Como ocorre com qualquer outro banco, as agências da Caixa têm fileiras de caixas eletrônicos; atendentes para a abertura de contas, solicitações de crédito e hipotecas; e caixas que recebem depósitos e fazem saques. Mas, em 463 das agências da Caixa, há uma fileira de caixas com balanças e ferramentas de joalheiro para pesar e testar metais preciosos, joias e relógios de luxo.
Após a inspeção, o caixa oferece um empréstimo imediatamente, em geral com valor equivalente a 85% do item penhorado. O caixa não faz perguntas sobre o emprego, a renda ou o histórico de crédito do solicitante – basta nome, endereço e cadastro de pessoa física.
O superintendente nacional da Caixa para finanças do consumidor, João Régis Magalhães, disse ser apenas lógico que as lojas de penhores oferecessem juros mais baixos do que outros tipos de crédito: “a operação é simples, incorrendo em poucos custos, e o risco é muito baixo, porque temos uma garantia de retorno do dinheiro”.
O crescimento do crédito oferecido pelas lojas de penhores segue em certos aspectos o boom geral no endividamento dos lares. De junho de 2004 a junho de 2014, o crédito ao consumidor brasileiro aumentou 658%, chegando a US$ 297 bilhões, de acordo com a Associação Nacional de Executivos das Finanças, Administração e Contabilidade. O portfólio de empréstimos oferecidos por penhoras pela Caixa mais do que dobrou nos quatro anos mais recentes, chegando a US$ 670 milhões, com 1,3 milhão de empréstimos em aberto.
As consequências negativas da orgia de crédito foram mais dolorosas em outros tipos de empréstimo. O Banco Central informa que 6,7% dos empréstimos bancários pessoais e 26,3% das contas de cartão de crédito estão em situação de inadimplência. Em comparação, a Caixa disse que apenas 0,6% dos clientes que penhoraram seus bens deixaram de pagar em dia.
Enquanto outras formas de crédito tiveram desaceleração, os empréstimos por penhora continuam a crescer rapidamente. A Caixa planeja dobrar o número de agências que oferecem esse tipo de empréstimo até o final de 2015.
Marianne Hanson, economista da Confederação Nacional do Comércio, disse que muitos lares de baixa renda para os quais o crédito era uma novidade anos atrás “estão agora aprendendo como funcionam os juros e, com isso, procuram a alternativa mais barata”.
O crédito que exige alguma forma de garantia colateral, como a penhora, se encaixa nessa descrição, disse ela. E até os lares de classe média estão procurando as lojas de penhores para romper o ciclo do endividamento.
No início da década, a coordenadora de eventos Arianna França, que trabalha para o judiciário do Estado de São Paulo, enfrentou uma emergência médica. O seguro de saúde do pai não cobriu todos os procedimentos necessários para tratar do câncer dele.
Como servidora civil, Arianna tinha a opção de recorrer ao chamado crédito consignado. Nos empréstimos desse tipo, o empregador do devedor desconta automaticamente do salário a quantia devida a cada mês, e os juros são semelhante aos de uma penhora.
Mas, como muitos outros servidores civis e pensionistas, Arianne já estava gastando mais de 30% da renda no pagamento de empréstimos consignados – o limite permitido pela lei.
“Há tanto crédito disponível que a pessoa simplesmente compra mais e mais. Isso pode se tornar um problema”, disse ela.
Seus cartões de crédito também chegaram rapidamente ao limite. Com frequência, o pagamento mínimo mensal exigido para os cartões de crédito no Brasil não basta para impedir que a dívida aumente.
Assim, dois anos atrás, ela penhorou as joias e conseguiu R$ 40 mil para pagar os cartões de crédito. Os juros são baixos o bastante para que ela possa pagar o principal da dívida, e as joias devem voltar ao seu poder no ano que vem.
Embora possam proporcionar recursos muito necessários, as penhoras também trazem riscos.
Funcionária da CEF em São Paulo examina corrente de cliente (Foto: NYT)
Funcionária da CEF em São Paulo examina corrente de cliente (Foto: NYT)
Vício. Faz anos que a terapeuta holística Valéria Ferraz, de São Paulo, penhora as joias para ajudar a pagar as contas quando os negócios vão mal, recuperando-as quando os clientes retornam.
“A dinâmica se torna viciante”, disse ela. “É tão fácil obter dinheiro extra que às vezes faço isso mesmo sem precisar de verdade.” Valéria admitiu ter perdido um anel de ouro com diamantes certa vez por não ter pago em dia os juros da penhora.
Quando um cliente se torna inadimplente, a Caixa exibe o item penhorado em sua página da internet. Os interessados podem dar lances usando os caixas eletrônicos do banco. Se o valor captado no leilão for superior à dívida do cliente, este recebe a diferença.
Mas, como a Caixa avalia as joias apenas com base na matéria prima, sem levar em consideração o trabalho de ourivesaria, o preço de leilão raramente reflete o verdadeiro valor das peças.
O presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros, Reinaldo Domingos, disse que as lojas de penhoras podem ser menos caras que outras opções, mas não são baratas.
“Para muitos, a bola de neve não para de crescer”, disse ele. Mas, para aqueles que mantêm sob controle os empréstimos e dívidas, as penhoras podem substituir o cartão de crédito e seus altos juros.
A assistente administrativa Carmelita Valente, de São Paulo, hoje aposentada, penhorou anéis, colares, um pingente e brincos para ajudar a pagar as despesas do lar após a morte do marido, em 1992. Desde então, Carmelita nunca se tornou inadimplente. Mas não conseguiu recuperar os bens penhorados. Em vez disso, faz 22 anos que ela usa a penhora como linha de crédito.
Com base no valor de seus itens, a Caixa permite que ela tome emprestados até R$ 4 mil, mas raramente ela precisa de tanto. ”Juntei algum dinheiro meses atrás e quitei R$ 1.200. Mas, no mês passado, tomei emprestados R$ 600 para pagar por consertos na casa. Tudo depende de minhas necessidades do mês”, disse Carmelita. Atualmente, ela deve R$ 2.300,00.
A aposentada sabe que o melhor seria não tomar empréstimo nenhum. ”Minha filha sempre diz que estou apenas sustentando o banco”, conta ela. Mas, com a renda mensal, ela não consegue poupar para arcar com despesas inesperadas.
Tradução de Augusto Calil
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Afinal, foi a Copa que derrubou a economia?

Nos últimos quatro anos, o governo se esforçou em convencer os brasileiros que a Copa do Mundo ajudaria a impulsionar a economia, criando empregos, multiplicando os investimentos e atraindo um grande contingente de turistas para o país.

Repley Simples Finanças

Ruth Costas da BBC Brasil 
"O Mundial é uma oportunidade histórica para promovermos desenvolvimento socioeconômico no âmbito local e nacional", disse, por exemplo, Joel Benin, assessor para Grandes Eventos do Ministério dos Esportes, no início do ano. "Ele gerará 3,6 milhões de empregos, movimentará bilhões e deixará um legado importante na área econômica."

A divulgação dos resultados para o PIB confirmou que, como os analistas esperavam, o Brasil entrou em "recessão técnica" no primeiro semestre de 2014 - situação caracterizada por dois trimestres seguidos de crescimento negativo.Passado o evento, porém, consultorias econômicas, como a Tendências e a Capital Economics, fizeram seus cálculos e concluíram que o seu efeito geral sobre o PIB foi nulo ou insignificante. Mas poucas esperavam um impacto negativo.
Segundo dados do IBGE, o PIB do último trimestre recuou -0,6% na comparação com o trimestre anterior e -0,9% em relação ao mesmo período do ano passado.
Também houve uma revisão para baixo do resultado do primeiro trimestre, de um crescimento de 0,2% para uma queda de 0,2%.
Entre os fatores que puxaram o PIB para baixo estão a queda de 5,4% nos investimentos neste trimestre e a redução de 1,5% na produção da indústria. Também houve uma queda de 0,5% nos serviços e 0,7% nos gastos do governo.
Nesta sexta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a culpar a Copa do Mundo – e redução de dias úteis por causa do torneio – pelo baixo desempenho da economia. Mantega também citou o cenário internacional adverso e a seca como motivos para a redução do PIB no 2º trimestre.
Ele, entretanto, negou que o Brasil tenha entrada em recessão.
"Não dá para dizer [que o país esteja em recessão] (...) Não se deve falar em recessão no Brasil pois, para mim, recessão é quando se tem uma parada prolongada, de vários meses. Aqui estamos falando de um, no máximo dois [trimestres]. E recessão é quando se tem desemprego. O emprego continua crescendo e a massa salarial também. Não dá para dizer que a economia está parada. O mercado consumidor não está encolhendo", afirmou Mantega.
Mantega também atribuiu a desaceleração da atividade econômica ao aumento dos juros pelo Banco Central.
Mas a Copa foi a culpada pela queda do PIB no período? Se há consenso de que temos um problema no que diz respeito ao crescimento, o diagnóstico de suas causas está longe de ser uma unanimidade.
Além do Mundial, o governo também culpa o cenário externo desfavorável pela recessão.
Para analistas consultados pela BBC Brasil, as causas do desaquecimento são internas e a Copa até pode ter contribuído um pouco para a queda do PIB no primeiro trimestre ao paralisar alguns setores do comércio e serviços e ajudar a frear a indústria, mas definitivamente não está entre as principais causas da recessão.

'Cereja'

"O Mundial foi apenas a cereja do bolo", diz Alessandra Ribeiro, da Consultoria Tendências. 
"A indústria, por exemplo, já vinha reduzindo suas atividades em função de uma série de fatores ligados a más políticas, queda no consumo, expectativas negativas e problemas de competitividade. Quando começaram os jogos seu ritmo caiu de vez, mas o cenário não seria muito mais favorável sem o Mundial."
O economista Cláudio Considera, responsável pelo Monitor do PIB do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (IBRE/FGV) e Neil Shearing, da consultoria Capital Economics concordam.
"O impacto da Copa na economia como um todo – seja ele positivo ou negativo – deve ter sido pequeno.", diz Shearing. "É preciso lembrar que o torneio só ocorreu no final do segundo trimestre – e em abril e maio a performance da economia também foi fraca."
Para os analistas, há pelo menos três razões por trás do desaquecimento.
A principal delas seria o cenário de incertezas das eleições, que teria inibido ainda mais os investimentos em um momento em que eles já estavam fracos.
"O Brasil não está crescendo porque não está investindo", diz Considera.
"E nesse segundo trimestre houve uma queda ainda maior no nível dos investimentos em função das incertezas provocadas pelas eleições: os empresários tendem a não se arriscar e estão esperando para ver quais rumos a política econômica deve tomar."
Ribeiro, da Tendências, concorda.
"Há um descontentamento entre investidores e empresários sobre a política econômica do atual governo, uma percepção de que ela está desequilibrada", diz ela.
Entre os alvos das reclamações nessa área estariam o uso de artifícios como a represa de preços administrados para controlar a inflação, a suposta falta de controle sobre os gastos do Estado, e o que é visto pelos empresários como um excesso de intervencionismo estatal na economia.
"Na dúvida, os empresários estão esperando para investir. Querem ver que governo sairá das urnas antes de tomar qualquer decisão", opina Ribeiro.

Indústria

Uma segundo causa do desaquecimento seriam problemas experimentados pela indústria, que teriam derrubado sua competitividade.
A economista da Tendências cita, por exemplo, o fato de o custo médio dos salários ter aumentado 12,7% desde 2011, enquanto a produtividade do trabalho na indústria cresceu pouco mais de 2,6%.
"Com o tempo isso ajudou a minar sua capacidade de competir com importados e no exterior. Além disso, a indústria automobilística em especial está sendo prejudicada pela queda das exportações para a Argentina", diz.
Shearing menciona como um terceiro fator para o desaquecimento a queda geral dos níveis de consumo, que sustentaram o crescimento nos últimos anos.
"Esse é um dado recente: o consumo começou a cair, talvez em resposta ao aumento dos juros, após um período de boom no crédito e aumento no endividamento das famílias", afirma.
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W9! inicia pagamento parcial de funcionários e retoma indenização de formandos

Simples Finanças
Por: Diário Pernambuco


A partir desta quarta-feira (22), a empresa de eventos W9! retomará o ressarcimento aos formando que ficaram sem o serviço contratado. Primeiro, serão atendidas cinco classes pré-agendadas. As 33 turmas de formandos de 2014 têm prioridade na hora de receber. Além de compensar os contratos, a W9! iniciou, nesta segunda-feira (20), a entrega do adiantamento de R$ 1 mil em créditos trabalhistas aos funcionários, conforme acordado com a Procuradoria Regional do Trabalho, na última sexta-feira. Entre segunda e terça-feira, 29 funcionários já compareceram à sede da empresa para receber o dinheiro.

A empresa tem 152 contratos efetivos, dos quais 142 estão com entrega de documentação marcada, incluindo as cinco turmas já ressarcidas. Um levantamento inicial indicou um dívida de cerca de R$ 3 milhões. Para os formandos, é importante apresentar integralmente a documentação original e cópia para análise do processo.

A W9! ainda solicita que os representante das turmas dos anos passados que ainda não receberam os vídeos de formatura liguem para 9689.8506.
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Dataprev abre concurso com mais de 4 mil vagas e salários até R$ 6,3 mil

Simples Finanças
Por: Diário Pernambuco

A Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) abriu, nesta segunda-feira (20), um novo concurso público que visa preencher 4.016 vagas de cadastro reserva. Do total de chances, 10% são reservadas a candidatos com deficiência e 20% a candidatos negros ou pardos. Os salários vão de R$ 3.129,73 a R$ 6.395,39. 

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Haverá provas objetivas e discursivas no dia 14 de dezembro. Aprovados serão lotados nas 26 capitais estaduais e no Distrito Federal. Quem concluiu o nível médio pode disputar os postos de auxiliar de enfermagem do trabalho e técnico de segurança do trabalho. Graduados concorrerão aos cargos de engenheiro de segurança do trabalho, médico de segurança do trabalho, analista de processamento e analista de tecnologia da informação. 

Este último contém chances para profissionais das áreas de administração, advocacia, análise de informações, arquitetura, comunicação social, contabilidade, engenharia civil, engenharia elétrica, engenharia mecânica, finanças, entre outros.

Interessados podem se inscrever até o dia 17 de novembro por meio do site (http://www.quadrix.org.br/concursodataprev2014.aspx) da banca organizadora, o Instituto Quadrix de Tecnologia e Responsabilidade Social. As taxas de participação são de R$ 50 e R$ 80, para os níveis médio e superior, respectivamente. Além das etapas citadas, candidatos de nível superior passarão por avaliação de títulos. A seleção é válida por dois anos, podendo ser prorrogada por igual período.
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Greve dos bancários está perto do fim

Orientação do comando nacional é que a categoria aceite o aumento de 8,5% nos salários

A greve dos bancários pode estar prestes a terminar em todo o país. O Comando Nacional dos Bancários decidiu orientar os trabalhadores a aceitar proposta de reajuste de 8,5% nos salários e de 9% no piso da categoria, feita pelos bancos na sexta-feira. Depois de quatro dias de greve, os bancários arrancaram uma nova proposta de acordo dos bancos.

Em negociação realizada nessa sexta-feira, dia 3, a Fenaban melhorou o índice de reajuste de 7,35% para 8,5% (aumento real de 2,02%) nos salários e demais verbas salariais. Para o piso, a proposta de reajuste subiu de 8% para 9% (2,49% acima da inflação). 

Os bancos também propuseram 12,2% de reajuste no vale-refeição, o que significa 5,5% de aumento real, elevando o valor dos atuais R$ 23,18 para R$ 26 ao dia. O vale-alimentação passa de R$ 397,36 ao mês para R$ 431,16, mesmo valor da 13ª cesta. VR e VA somados passam a R$ 1.003,16. Todos os valores têm de ser pagos retroativos a 1º de setembro, data base da categoria.
Para a presidenta do Sindicato, Jaqueline Mello, que participou da nona rodada de negociação com os bancos, em São Paulo, a nova proposta apresentada pela Fenaban traz avanços significativos para os bancários.

“Este reajuste salarial acima da inflação representa o maior ganho real não escalonado dos bancários 
nos últimos 20 anos. Também conseguimos garantir o atendimento de reivindicações importantes, como a valorização do piso e da PLR, além de um reajuste histórico no vale-alimentação. As cláusulas sociais também foram atendidas. Conseguimos, por exemplo, incluir na Convenção Coletiva uma cláusula contra as metas, além de importantes avanços em questões relativas à saúde e condições de trabalho”, explica.

Diante dos avanços conquistados, o Comando Nacional dos Bancários está orientando a aprovação da proposta e o fim da greve nas assembleias que serão realizada em todo o país nesta segunda-feira, dia 6. Em Pernambuco, a assembleia está marcada para 18h, na sede da entidade (Av. Manoel Borba, 564, Boa Vista, Recife).


Fonte: BancariosPE
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Metrô do Recife vai parar por Tempo Indeterminado

Reunidos em Assembleia Geral na Estação Recife dia 30-09 das 15 às 18 horas, os metroviários de Pernambuco decidiram, por unanimidade, decretar greve por tempo indeterminado a partir da zero hora da próxima terça-feira, dia 07-10-2014. 

Essa foi a decisão dos metroviários na Assembleia desta terça-feira(30)

O movimento não tem qualquer reivindicação de melhoria salarial ou econômica, a greve foi decretada por segurança em defesa da integridade física e da vida dos funcionários e dos passageiros.

A convocação de paralisação da diretoria do Sindmetro/PE foi referendada pelo conjunto dos trabalhadores que representaram os vários setores da categoria na reunião. Durante a assembleia o movimento dos trabalhadores pela segurança recebeu várias manifestações de apoio de usuários do sistema, recebendo inclusive versos de um poeta cordelista que apresentou seus versos sob o mote“Metrô Sem Segurança é Metrô sem Cidadania“.
Além dos(as) mais de cem metroviários e metroviárias que compareceram, a assembleia contou com a presença do companheiro Expedito Solaney, representando a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e representando também os companheiros Bancários que iniciaram Greve no dia de hoje. Foi registrada também a presença da imprensa em suas várias modalidades que acompanhou todo o desenrolar da assembleia.
No encontro o Diretor Jurídico do Sindmetro/PE, Aldenor Carvalho, explanou a base jurídica do direito de recusa e as características de uma operação padrão, o que foi reiterado pelo Diretor de Saúde dos Trabalhadores, Carlos Mota. A categoria vai realizar nova assembléia no dia 06-10-2014, às 18 horas na estação Recife, para definir os rumos do movimento à luz da reação dos governos e da CBTU.
Durante os próximos dias O Sindmetro/PE vai continuar visitando as bases para organização do movimento, para orientação e apoio aos funcionários quanto à operação padrão e ao direito de recusa.
Até lá os companheiros e companheiras de luta seguem mobilizados, e a direção sindical empreendendo esforços para que a empresa e os governos se posicionem diante do caos da falta de segurança no Metrô do Recife.
Sindmetro-PE
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Greve dos bancários cresce em Pernambuco, com quase 70% de adesão

“Também aproveitamos para explicar para a população os motivos da nossa greve e mostrar que temos uma série de reivindicações que interessa aos clientes, como a contratação de mais bancários para melhorar o atendimento, a redução dos juros e tarifas e a ampliação do crédito, conta a secretária de Finanças do Sindicato, Suzineide Rodrigues.


A greve nacional dos bancários ganhou ainda mais força em Pernambuco nesta quarta-feira, 1º de outubro, segundo dia de paralisação. O total de agência no estado que aderiram ao movimento subiu para 423, número que representa 69% das 610 unidades. Com isso, a greve cresceu cerca de 16% em relação ao primeiro dia (leia aqui).Para a presidenta do Sindicato, Jaqueline Mello, a greve deste ano está muito forte. “A paralisação começou em Pernambuco com mais adesões que no ano passado. O levantamento nacional mostra o mesmo cenário em todo o país. E ainda temos espaço para crescer muito mais. No ano passado, por exemplo, o auge da nossa greve parou 80% das agências do estado. Neste ritmo, vamos superar os números de 2013”, avalia Jaqueline.

Ela destaca que, por enquanto, a federação dos bancos (Fenaban) segue em silêncio, sem nenhum contato com os sindicatos para retomar as negociações. “Estamos abertos para o diálogo com os bancos. Enquanto isso não acontece, vamos fortalecer a greve a cada dia para pressionar a Fenaban e mostrar para os bancos que os bancários são de luta. Não vamos encerrar essa campanha sem que nossas reivindicações sejam atendidas”, afirma Jaqueline.

>> Veja as fotos do 2º dia de greve

Mobilização – O Sindicato inovou sua estratégia na greve desde ano. Todos os dias, a entidade escolhe um corredor bancário para realizar atividades de mobilização e protestos. Nesta quarta-feira, o ato foi promovido, pela manhã, nos bancos da avenida Guararapes, região central do Recife. Durante as atividades, os dirigentes do Sindicato se revesaram no microfone para convocar para a luta os bancários que ainda não haviam aderido à greve. 

“Também aproveitamos para explicar para a população os motivos da nossa greve e mostrar que temos uma série de reivindicações que interessa aos clientes, como a contratação de mais bancários para melhorar o atendimento, a redução dos juros e tarifas e a ampliação do crédito. Graças à esse diálogo, e também com todos os problemas que os bancos criam para os brasileiros, ganhamos muitos apoios da população”, conta a secretária de Finanças do Sindicato, Suzineide Rodrigues.

Os protestos diários dos bancários prosseguem nesta quinta-feira, dia 2, com um ato em frente à sede do Banco Central no Recife, na Rua da Aurora, entre 10h e 12h. O objetivo da manifestação, que será realizada pelos bancários em todas as cidades do país com representação do BC, é repudiar as propostas de independência do Banco Central e defender o fortalecimento do papel dos bancos públicos. Os dois temas estão no centro do debate eleitoral e a categoria tem posição histórica definida em seus fóruns nacionais.

Também nesta quinta-feira, às 18h, o Sindicato realiza nova assembleia com os bancários para avaliar os primeiros dias de greve e organizar a mobilização para os dias seguintes. 

>> Bancários protestam contra independência do Banco Central nesta quinta 

Greve forte – Neste segundo dia de greve, os bancários dos bancos públicos pararam quase que a totalidade das agências de Pernambuco. Ao todo, 293 das 304 unidades do estado aderiram ao movimento, número que representa 96% de paralisação, ou 16% a mais que no primeiro dia. Já nos bancos privados, a greve cresceu 12% nesta quarta-feira, paralisando 130 das 306 agências pernambucanas (42% de adesão). Além das agências, a greve também atingiu os centros administrativos dos bancos. 

Em todo país, subiu para 7.673 o número de agências e centros administrativos de bancos públicos e privados fechados nesta quarta-feira. Foi um crescimento de 16,75% (1.101 agências a mais) em relação ao primeiro dia de greve, quando 6.572 unidades foram fechadas.

>> No 2º dia, bancários fecham 7.673 agências em todo o país e greve se fortalece 

Entre as principais reivindicações dos bancários estão o reajuste salarial de 12,5% e a valorização do piso para R$ 2.979,25, valor equivalente ao salário mínimo calculado pelo Dieese. Os bancários também têm reivindicações que visam proteger o emprego, acabar com a terceirização e melhorar as condições de trabalho e saúde, como o combate às metas abusivas e ao assédio moral.

Depois de oito rodadas de negociação, os bancos só ofereceram 7,35% de reajuste (0,94% de aumento real) no salário, na PLR e nos auxílios, além de 8% (1,55% acima de inflação) de aumento no piso. A proposta dos bancos não atende nenhuma reivindicação sobre emprego, saúde, condições de trabalho e outras importantes demandas dos bancários.

Fonte: Seec PE
Criado por: Fábio Jammal 
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